{"id":28587,"date":"2023-07-25T11:01:17","date_gmt":"2023-07-25T14:01:17","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=28587"},"modified":"2023-07-25T13:30:40","modified_gmt":"2023-07-25T16:30:40","slug":"artigo-o-mar-e-a-marca-da-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/artigo-o-mar-e-a-marca-da-guerra\/","title":{"rendered":"ARTIGO: O mar e a marca da guerra"},"content":{"rendered":"<h2>Por LUIZ RECENA GRASSI, de Portugal<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2>A guerra chegou ao mar e poucos como eu viram os navios. E ouviram a m\u00fasica. Talvez. Antes do fim de semana, a R\u00fassia bombardeou e destruiu um navio ucraniano, com confirma\u00e7\u00e3o de outras fontes, quest\u00e3o j\u00e1 resolvida.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Ucr\u00e2nia amea\u00e7a com ataques a navios russos, sob alega\u00e7\u00f5es de que eles podem atirar, o que eles n\u00e3o querem, embora achem que esses navios possam entrar em luta. Mas atiram. E mandam drones explodir at\u00e9 em Moscou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto o mar est\u00e1 meio tranquilo, os russos atacam, por terra e ar, com bombardeios a Odessa; e com drones e m\u00edsseis, a capital Kiev. Muitas v\u00edtimas fatais e bastante feridos durante cinco dias de conflitos e a falta de rea\u00e7\u00e3o eficiente por parte da Ucr\u00e2nia, o que, ao que se sabe, n\u00e3o seria a segunda contraofensiva. Nem a primeira, dizem os advers\u00e1rios do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>At\u00e9 os americanos criticam os movimentos ucranianos, com aux\u00edlio de pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia e da poderosa e agora aumentada Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (Otan). H\u00e1 not\u00edcias menos negativas, por\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Zelensky teve reuni\u00e3o com Jens Stoltenberg, da Otan, que est\u00e1 sem gra\u00e7a por n\u00e3o ter avan\u00e7ado com a entrada da Ucr\u00e2nia na organiza\u00e7\u00e3o. Os temas foram os cereais e um canal de exporta\u00e7\u00e3o no Mar Negro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os dos gr\u00e3os aumentaram 8% em um dia, e preocupam. Tamb\u00e9m preocupados est\u00e3o os operadores e exportadores do mercado da regi\u00e3o. Amea\u00e7aram enfrentar e atirar nos russos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nada mudou, mas o tempo est\u00e1 desanuviando e tem novas promessas no ar: de armas e dinheiro, claro. Bombas de fragmenta\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e3o em uso, \u201cmuito bem e eficiente\u201d, na opini\u00e3o americana. A guerra no mar pode ter s\u00f3 come\u00e7ado, mas j\u00e1 inflacionou o mercado de cereais e o de armas e muni\u00e7\u00f5es. Mais este \u00faltimo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CORREIO SABE PORQUE VIU<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estava l\u00e1.\u00a0O dinheiro p\u00fablico \u00e9 tudo, menos isso: do p\u00fablico. O fim do inverno de 1988 foi de muito frio em toda a Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas (URSS). Na Arm\u00eania, um terremoto causou estragos e 50 mil v\u00edtimas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lembra Gorbatchov um detalhe da na\u00e7\u00e3o que governa: corrupta. Imagem mais ic\u00f4nica \u00e9 o l\u00edder com as m\u00e3os cheias de areia e terra suja, a perguntar \u201ccad\u00ea o cimento que mandei pra c\u00e1?\u201d. Materiais dominados pelo Comit\u00ea Central Arm\u00eanio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cBolcheviques administravam, e boa parte atendia seus interesses pessoais. Os pr\u00e9dios novos nasceram raqu\u00edticos, e o cimento restante foi para as casas dos chefes e amigos. Quando o terremoto veio, derrubou pr\u00e9dios novo e nada causou \u00e0s velhas casas de pedra.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil mandou alimentos e rem\u00e9dios. O chefe do grupo era um l\u00edder arm\u00eanio morador em S\u00e3o Paulo. Contou que levava o material por n\u00e3o confiar nos compatriotas de Yerevan, sede da igreja. Soube que esperavam um casamento, que gerou jantar na casa da candidata. O casamento n\u00e3o saiu, apenas boa hist\u00f3ria com conhaque arm\u00eanio e, no jantar, fartura de semente tostada e salgadinha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O velho mais velho perguntou se aquela vida, a minha, n\u00e3o cansava, com tempo longe de casa, fam\u00edlia, filhos, amigos. A resposta: chocava e levava as pessoas a pensar. Correspondente n\u00e3o tinha tempo para os tr\u00eas itens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A resposta levou-nos a outra, relacionada com a solid\u00e3o. \u201cS\u00f3 escrevemos para dois p\u00fablicos: amigos e inimigos. Os primeiros sabem onde estamos e ficam contentes; os outros, tamb\u00e9m e falam mal\u201d, disse um velho colega, correspondente alem\u00e3o, tempos depois.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O jantar acaba sem boda marcada. A reuni\u00e3o deixou duas marcas e dois registros: a corrup\u00e7\u00e3o dos bolcheviques e a frieza e tristeza do nosso trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por LUIZ RECENA GRASSI, de Portugal A guerra chegou ao mar e poucos como eu viram os navios. E ouviram a m\u00fasica. Talvez. 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