{"id":28674,"date":"2023-07-31T19:40:59","date_gmt":"2023-07-31T22:40:59","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=28674"},"modified":"2023-07-31T19:41:57","modified_gmt":"2023-07-31T22:41:57","slug":"artigo-hipopotamos-africanos-e-fragmentos-outros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/artigo-hipopotamos-africanos-e-fragmentos-outros\/","title":{"rendered":"ARTIGO: Hipop\u00f3tamos africanos e fragmentos outros"},"content":{"rendered":"<p>Por LUIZ RECENA GRASSI, de Portugal<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os russos andam tristes, angustiados. N\u00e3o d\u00e1 para dizer que \u00e9 novidade. A tristeza dos russos nem sempre foi assim. Nem foi heran\u00e7a dos sovi\u00e9ticos. Ali\u00e1s, \u00e9 um sentimento comum, que outros pa\u00edses tamb\u00e9m t\u00eam, principalmente em momentos de dor, em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia e morte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O <b>Correio<\/b> viu muita alegria e festa. Nas casas e restaurantes, hot\u00e9is e outros. S\u00f3 que era e \u00e9, infelizmente, algo doloroso alimentado por balas e sangue. N\u00e3o se perde a alegria, apenas v\u00ea-se a redu\u00e7\u00e3o da vontade de festejar. Justific\u00e1vel nesse quadro em que n\u00e3o se pode contar os mortos com m\u00ednima certeza de nada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dias, os ucranianos disseram apenas ter avan\u00e7ado em todas suas frentes, com mais de milhares de mortos. Os russos negaram e garantiram que a situa\u00e7\u00e3o real \u00e9 o inverso. E assim, em forma de morte, a parte ruim continua a ocorrer entre as frentes de guerra. Dos dois lados. Com baixa entre as variadas classes de guerreiros. E mais: tudo com boatos e informa\u00e7\u00f5es sem garantia de seguran\u00e7a nessas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Pol\u00f4nia aumenta suas tropas na fronteira, garantindo a promessa de meter medo na R\u00fassia. Atacar os russos e bombardeios a partir da Bulg\u00e1ria s\u00e3o as novidades. Os russos n\u00e3o gostam de nenhum quadro desses. Tirando a Bielorr\u00fasia, eles n\u00e3o t\u00eam qualquer outro apoio. Mas, armas, sim. E muitas. Para us\u00e1-las de verdade contra o inimigo. S\u00e3o m\u00edsseis, bombas simples ou fragment\u00e1rias, drones. Carros leves de combate, muni\u00e7\u00e3o aos milhares para alimentar todo esse arsenal. Tudo sustentado por um contingente em torno de 200 mil homens em todos as frentes russas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Ucr\u00e2nia garante um momento vitorioso para o lado dela. Sempre com o dinheiro norte-americano e da Uni\u00e3o Europeia e muitas, muitas armas para os soldados yanques. Garante que chegaram armas novas e avi\u00f5es F16. Tudo norte-americano, tudo operando. Bakhmut, Zaporijia e outras vilas menores que, quando conquistadas, viram grandes cidades dominadas pela Ucr\u00e2nia. Nada com confirma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As bombas de fragmenta\u00e7\u00e3o est\u00e3o a ser usadas pelos ucranianos, \u201ctudo muito bem e eficiente\u201d, segundo garantias de Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, e outras lideran\u00e7as daquela turma. Zelensky garante vit\u00f3rias, ainda que pequenas. Outros analistas, militares especialistas na briga, dizem que as vit\u00f3rias ucranianas s\u00e3o verdadeiras, mas estariam a custar muito caro, caro mesmo, fora do limite do conflito. Juntando tudo isso ao ex\u00e9rcito, \u00e0s armas e aos mercen\u00e1rios, o quadro seria impar\u00e1vel. Se isso fosse poss\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>O CORREIO SABE PORQUE VIU<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estava l\u00e1. A extinta Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica precisou menos do que um Tchernobyl para dar-se conta da quest\u00e3o ecol\u00f3gica. A burocracia bolchevique desde o come\u00e7o carimbou a quest\u00e3o como desvio burgu\u00eas e pequeno burgu\u00eas, como tal foi tratado e mandou v\u00e1rias pessoas e grande n\u00famero de grupos para fazer turismo nos xilindr\u00f3s da Sib\u00e9ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pouca coisa, sem malvadeza ou tempo extenso. Mas Sib\u00e9ria \u00e9 Sib\u00e9ria. Um vasto espa\u00e7o branco e gelado. Quem botasse o p\u00e9 l\u00e1 estava sem volta e sem bilhete. A m\u00e1quina burocr\u00e1tica bolchevique demorou at\u00e9 Gorbatchov para come\u00e7ar a abordar o assunto e dar alguma aten\u00e7\u00e3o a ele. Ent\u00e3o veio o acidente de Tchernobyl, uma bomba a cair no colo da camarilha dirigente. E n\u00e3o teve como fugir da armadilha: foram todos punidos. Aprenderam alguma coisa. Bem diferente de outros tempos em que descobriram, segundo os soldados aprendizes em Mo\u00e7ambique, que, mesmo longe de casa, faziam travessuras e treinavam contra os animais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Era simples, contou um daqueles imberbes ex-combatentes, empolgados com as suas proezas. Os soldados experientes ensinavam os mais novos. Buscavam uma lagoa onde os hipop\u00f3tamos se refrescavam. Faziam eles abrirem a bocarra e, logo, pimba! Recebiam um lanche e tanto: uma granada j\u00e1 sem pino que explodia em centenas de fragmentos. Todos sujos de sangue e \u00c1frica. Leg\u00edtimos precursores sovi\u00e9ticos da defesa do meio ambiente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por LUIZ RECENA GRASSI, de Portugal &nbsp; Os russos andam tristes, angustiados. N\u00e3o d\u00e1 para dizer que \u00e9 novidade. A tristeza dos russos nem sempre foi assim. Nem foi heran\u00e7a dos sovi\u00e9ticos. 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