{"id":28772,"date":"2023-08-24T19:29:49","date_gmt":"2023-08-24T22:29:49","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=28772"},"modified":"2023-08-24T19:29:56","modified_gmt":"2023-08-24T22:29:56","slug":"artigo-pode-ter-comecado-a-nova-crise-de-kiev","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/artigo-pode-ter-comecado-a-nova-crise-de-kiev\/","title":{"rendered":"ARTIGO: Pode ter come\u00e7ado a nova crise de Kiev"},"content":{"rendered":"<h2>Por LUIZ RECENA GRASSI, de Portugal<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2>A Ucr\u00e2nia est\u00e1 a ficar sem recursos, garante o general Shoigu, comandante das for\u00e7as de defesa. Isso indicaria falta de armas e muni\u00e7\u00f5es nas tropas de Volodimyr Zelensky, que, nos \u00faltimos dias, t\u00eam apanhado bastante, reagindo com pequenos golpes e a poupar armas e muni\u00e7\u00f5es.<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>Reage com drones, avi\u00f5es quando voam e, sobretudo, com alguns soldados, j\u00e1 transformados em her\u00f3is do ex\u00e9rcito ucraniano, que improvisam situa\u00e7\u00f5es de ataque e defesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Yevgueny Prigozhin. \u00c9 um nome para entrar na hist\u00f3ria. Provavelmente, como v\u00edtima; depois, como objeto de estudos acad\u00eamicos, em condi\u00e7\u00f5es que v\u00e3o dos l\u00edderes como Vladimir Putin, aos piores vil\u00f5es da hist\u00f3ria russa mais recente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria n\u00e3o perdoa traidores, a mem\u00f3ria tamb\u00e9m n\u00e3o; mas, contra a trai\u00e7\u00e3o, \u00e9 a poss\u00edvel a\u00e7\u00e3o de Putin neste final de agosto, come\u00e7o de setembro. H\u00e1 sinais de frescor, n\u00e3o por estes lados do Sul, mas mais pr\u00f3ximos da guerra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No meio de uma profus\u00e3o de palpites, o mais prudente, neste momento, \u00e9 coment\u00e1rios m\u00ednimos e a\u00e7\u00f5es as mais discretas do cen\u00e1rio. \u00c9 tudo o que j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 a ocorrer nas m\u00eddias ocidentais em geral, particularmente, europeus. Sem esquecer os tradicionais aliados norte- americanos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A esses todos, \u00e9 bom lembrar: Moscou n\u00e3o acredita em l\u00e1grimas. Agora, assim como especula-se sobre a crise em Kiev; pode estar em gesta\u00e7\u00e3o uma crise em Moscou. Ou seja, pode haver pequenas ou grandes crises de um lado. E o mesmo ocorrendo do outro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que muitos apostam, na verdade, o que muitos desejam: \u00e9 que esta situa\u00e7\u00e3o seja o come\u00e7o de sinais de paz. Que acidentes, demiss\u00f5es dos dois lados, mortes, quedas e trag\u00e9dias signifiquem, finalmente, a chance de propostas de paz. Ou n\u00e3o. Ent\u00e3o a terra vai tremer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E quanto mais atores, livres atiradores ou simplesmente oportunistas aparecerem, mais complicado ficar\u00e1 o futuro. A s\u00edntese, ent\u00e3o, \u00e9 a volta dos pensamentos sobre a paz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 uma aposta, uma nova aposta que s\u00f3 teve eco no in\u00edcio da guerra, e n\u00e3o mais que poucos cent\u00edmetros de territ\u00f3rio nas discuss\u00f5es. Nada indica que ande desta vez. A primeira grande quest\u00e3o permanece: quem quer a guerra? E quem poderia ser o iniciador de uma nova etapa?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O CORREIO SABE PORQUE VIU<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estava l\u00e1.\u00a0Uma vez, tchan; duas vezes, tchan, tchan; tr\u00eas vezes, tchan, tchan, tchan. At\u00e9 nisso houve mudan\u00e7as nos \u00faltimos meses da extinta Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. As pessoas, adultos na maioria, mas com a presen\u00e7a de milhares de jovens. Todo mundo queria emigrar, saber e conhecer as novidades das Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eram todos simp\u00e1ticos entre si. Os que j\u00e1 tinham ido, os que estavam por ir, os que estavam ainda a tirar pap\u00e9is. Sem pressa, por\u00e9m, mas sem perder o foco das festas e de algum trabalho, remunerado em d\u00f3lares. Aconteciam coisas dignas de Sobrenatural de Almeida, uma figurara dos antigos livros brasileiros, coisas dif\u00edceis de acreditar aconteciam com ele. E a turma s\u00f3 aumentou sua fama.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aconteceu com o correspondente do <strong>Correio<\/strong>. Era o fim de uma sess\u00e3o do novo Parlamento, e Boris Yeltsin descia a larga, imponente homenzarr\u00e3o. Neste dia, tinha o triunfo estampado na cara. Com a vit\u00f3ria em uma das batalhas contra Gorbatchov. Ao v\u00ea-lo, fui para cima dizendo Brasil e outras frases que ajudassem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ele atendeu na maior boa vontade. Eu esperava meu int\u00e9rprete, que sumira. A eternidade do tempo mostra a cara nestas horas. Quando, finalmente reapareceu, o l\u00edder j\u00e1 n\u00e3o tinha mais a mesma disposi\u00e7\u00e3o. Sem ira, mas com firmeza perguntei por onde andara. No banheiro a fazer o n\u00famero dois, bem demorado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cVick. n\u00e3o me fa\u00e7a mais isso\u201d, disse. \u201cIsso, qual a import\u00e2ncia?, devolveu o int\u00e9rprete. Caso perdido. E a hist\u00f3ria entrou para o meu anedot\u00e1rio como o dia em que perdi uma boa entrevista com Yeltsin, por que meu int\u00e9rprete era um\u2026cag\u00e3o. N\u00e3o perdoei e rebatizei o confrade. \u201cVick, o cag\u00e3o&#8221;, entrou para a hist\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por LUIZ RECENA GRASSI, de Portugal A Ucr\u00e2nia est\u00e1 a ficar sem recursos, garante o general Shoigu, comandante das for\u00e7as de defesa. Isso indicaria falta de armas e muni\u00e7\u00f5es nas tropas de Volodimyr Zelensky, que, nos \u00faltimos dias, t\u00eam apanhado bastante, reagindo com pequenos golpes e a poupar armas e muni\u00e7\u00f5es. 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