{"id":28863,"date":"2023-09-06T09:42:47","date_gmt":"2023-09-06T12:42:47","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=28863"},"modified":"2023-09-06T09:42:53","modified_gmt":"2023-09-06T12:42:53","slug":"a-real-de-portugal-brasileiras-sofrem-atras-de-creches-para-os-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/a-real-de-portugal-brasileiras-sofrem-atras-de-creches-para-os-filhos\/","title":{"rendered":"A real de Portugal: brasileiras sofrem atr\u00e1s de creches para os filhos"},"content":{"rendered":"<h2>Apesar da promessa do primeiro-ministro Ant\u00f3nio Costa de ampliar a oferta de vagas em creches espalhadas pelo pa\u00eds, as fam\u00edlias sofrem para encontrar uma vaga para as crian\u00e7as. As m\u00e3es brasileiras est\u00e3o entre as que mais t\u00eam penado para ser atendidas nesses pleitos.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Muitas das brasileiras que vivem em Portugal s\u00e3o chefes de fam\u00edlia ou os maridos trabalham em outros pa\u00edses. Com isso, enfrentam enormes dificuldades para conciliar o trabalho, quando t\u00eam, com a miss\u00e3o de cuidar dos mi\u00fados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bianca Ribeiro, 39 anos, deixa esse quadro bem claro em entrevista ao jornal <em>P\u00fablico<\/em>. Ela conta que est\u00e1 desempregada e o marido, um ingl\u00eas, n\u00e3o vive com ela em Portugal. Portanto, ela precisa urgentemente de uma vaga para a filha de apenas um ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Bianca, que n\u00e3o tem fam\u00edlia em Portugal, ela perdeu o emprego de analista administrativa porque n\u00e3o conseguiu atender o chamado da empresa, na qual estava h\u00e1 quatro anos, para retornar ao trabalho presencial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como ela, que foi a seis creches e est\u00e1 numa lista de espera, outras m\u00e3es est\u00e3o \u00e0 beira do desespero, pois precisam encontrar um local para deixar os filhos, seja para trabalhar, seja para procurar um emprego.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O governo portugu\u00eas informa que, apenas nos \u00faltimos dois meses, foram disponibilizadas mais 9 mil vagas em creches, totalizando 85 mil dispon\u00edveis neste ano. A promessa \u00e9 de ampliar a oferta em mais 20 mil matr\u00edculas at\u00e9 2026.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As crian\u00e7as filhas de imigrantes j\u00e1 representam quase 10% de todas as matr\u00edculas em creches e escolas p\u00fablicas de Portugal. Somente no ano letivo que come\u00e7ou neste m\u00eas de setembro, 30 mil crian\u00e7as estrangeiras foram matriculadas em creches e na primeira etapa de ensino. Delas, mais de 15 mil s\u00e3o brasileiras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo o Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE), no ano passado, quase 17% das crian\u00e7as nascidas em Portugal eram filhas de imigrantes, a maioria, de pais brasileiros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar da promessa do primeiro-ministro Ant\u00f3nio Costa de ampliar a oferta de vagas em creches espalhadas pelo pa\u00eds, as fam\u00edlias sofrem para encontrar uma vaga para as crian\u00e7as. 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