{"id":29234,"date":"2023-11-17T13:24:43","date_gmt":"2023-11-17T16:24:43","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=29234"},"modified":"2023-11-17T13:24:56","modified_gmt":"2023-11-17T16:24:56","slug":"a-real-de-portugal-portugueses-tem-horror-a-indianos-e-paquistaneses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/a-real-de-portugal-portugueses-tem-horror-a-indianos-e-paquistaneses\/","title":{"rendered":"A real de Portugal: portugueses t\u00eam horror a indianos e paquistaneses"},"content":{"rendered":"<h2>Os brasileiros que moram em Portugal nem de longe sofrem a xenofobia enfrentada por indianos, paquistaneses, nepaleses e cidad\u00e3os oriundos de Bangladesh. Esses s\u00e3o, atualmente, <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/a-real-de-portugal-movimentos-anti-imigracao-avancam-no-pais\/\">os grande alvos de preconceitos no pa\u00eds europeu.<\/a><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em qualquer conversa com portugueses sobre xenofobia, o coment\u00e1rio \u00e9 sempre o mesmo: &#8220;Os brasileiros a gente at\u00e9 gosta, mas n\u00e3o d\u00e1 para aturar indianos, paquistaneses, mu\u00e7ulmanos e aquele povo da \u00c1sia, que vive em bandos&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A xenofobia \u00e9 t\u00e3o grande em rela\u00e7\u00e3o a esses grupos \u00e9tnicos, que v\u00e1rios portugueses se recusam a andar em carros de aplicativos se os motoristas tiverem nomes de indianos, \u00e1rabes e de outras nacionalidades que remetam \u00e0 \u00c1sia. As corridas s\u00e3o canceladas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em Lisboa, esses imigrantes ocupam, sobretudo, a regi\u00e3o de Martins Moniz, \u00e1rea que os portugueses dizem n\u00e3o pertencer mais a eles. &#8220;Aquilo se transformou em um antro de gente que n\u00e3o respeita a nossa cultura&#8221;, afirma um portugu\u00eas ao <strong>Blog<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Desejo pela cidadania europeia<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Muitos dos indianos, dos paquistaneses e dos cidad\u00e3os de Bangladesh chegaram a Portugal inebriados pela promessa de emprego f\u00e1cil. N\u00e3o por acaso, eles s\u00e3o as maiores v\u00edtimas de explora\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e de tr\u00e1fico de seres humanos em territ\u00f3rio luso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas, na leva atual de imigrantes asi\u00e1ticos que tem desembarcado em Portugal, o principal objetivo \u00e9 obter a cidadania portuguesa para poder transitarem livremente pela Uni\u00e3o Europeia. Por isso, se submeter a tantos sacrif\u00edcios e humilha\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao <strong>Blog<\/strong>, um paquistan\u00eas de 43 anos, que trabalha como motorista de aplicativo, disse que chegou a Portugal h\u00e1 um ano vindo da Esc\u00f3cia, onde viveu por oito anos. L\u00e1, ele tentou por tr\u00eas vezes obter a cidadania escocesa, mas, em todas as oportunidades, o benef\u00edcio foi negado, mesmo sendo dono de um com\u00e9rcio, gerando empregos e renda no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Agora, ele e a mulher ficar\u00e3o cinco anos em Portugal certos de que, depois desse per\u00edodo, poder\u00e3o conquistar a t\u00e3o sonhada nacionalidade europeia. &#8220;A lei diz que \u00e9 assim: depois desse tempo, a cidadania \u00e9 concedida&#8221;, frisa o paquistan\u00eas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nem ele nem a mulher falam portugu\u00eas. E isso se repete entre a maioria de indianos, nepaleses e outras nacionalidades que, mesmo vivendo h\u00e1 anos em terras lusitanas, se recusam a aprender a l\u00edngua local. Alegam que o portugu\u00eas \u00e9 muito dif\u00edcil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Explorados e jogados na sarjeta<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em conversa recente com jornalistas estrangeiros, o prefeito de Lisboa, Carlos Moedas, afirmou que a situa\u00e7\u00e3o desses imigrantes \u00e9 terr\u00edvel. Alguns chegam a viver em uma casa com at\u00e9 20 pessoas, sem o m\u00ednimo de dignidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Moedas, a prefeitura, com apoio da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, tem socorrido esses imigrantes, pois muitos est\u00e3o passando fome e chegam a viver nas ruas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/mundo\/2023\/03\/5079929-brasileiros-sofrem-menos-diz-prefeito-de-lisboa-sobre-imigrantes.html\">Para o prefeito, entre os estrangeiros que moram em Portugal, os brasileiros s\u00e3o os que menos passam aperto<\/a>, devido \u00e0 ampla comunidade constru\u00edda no pa\u00eds ao longo de anos. Acaba prevalecendo uma certa solidariedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;A imigra\u00e7\u00e3o desses grupos oriundos da \u00c1sia \u00e9 mais recente, n\u00e3o t\u00eam la\u00e7os de amizade nem familiares em Portugal&#8221;, ressaltou Moedas, o que torna a vida de todos mais complicada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O prefeito reclamou de empres\u00e1rios portugueses que empregam estrangeiros por alguns meses na lavoura e, depois de conclu\u00eddas as safras, despejam os trabalhadores em Lisboa, na sarjeta, sem o m\u00ednimo de assist\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os brasileiros que moram em Portugal nem de longe sofrem a xenofobia enfrentada por indianos, paquistaneses, nepaleses e cidad\u00e3os oriundos de Bangladesh. 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