{"id":33,"date":"2015-01-30T16:23:00","date_gmt":"2015-01-30T18:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/desastre_iminente\/"},"modified":"2015-01-30T16:23:00","modified_gmt":"2015-01-30T18:23:00","slug":"desastre_iminente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/desastre_iminente\/","title":{"rendered":"DESASTRE IMINENTE"},"content":{"rendered":"\n<p>A presidente Dilma  Rousseff pagar\u00e1 caro pelo desastre que foi seu primeiro mandato. Os pr\u00f3ximos  meses ser\u00e3o recheados de not\u00edcias ruins, que v\u00e3o balan\u00e7ar \u2014 e muito \u2014 a  estrutura do Pal\u00e1cio do Planalto. E n\u00e3o&nbsp; adiantar\u00e1 a chefe do Executivo  dizer que n\u00e3o sabia de nada ou que o Brasil est\u00e1 sendo v\u00edtima das  circunst\u00e2ncias. A culpa por todos os males ser\u00e1 dela, de Dilma  Rousseff.  <\/p>\n<p>Todos os indicadores de janeiro mostram que o pa\u00eds est\u00e1 mergulhando  na recess\u00e3o. Pelas proje\u00e7\u00f5es que circulam dentro do governo e no mercado  financeiro, haver\u00e1 contra\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro e no  segundo trimestres de 2015, com grande chance de tamb\u00e9m o terceiro registrar  queda. Mesmo assim, a infla\u00e7\u00e3o se manter\u00e1 na casa dos 7% at\u00e9 o fim do ano,  destruindo o poder de compra das fam\u00edlias.  <\/p>\n<p>Diante desse quadro recessivo, a  expectativa \u00e9 de que o desemprego volte a subir e a renda do trabalho, que j\u00e1  recuou 1,8% em dezembro \u00faltimo, seja solapada pela infla\u00e7\u00e3o. Empres\u00e1rios do  com\u00e9rcio argumentam que n\u00e3o haver\u00e1 como segurar as demiss\u00f5es, pois est\u00e3o com a  l\u00edngua de fora. As vendas neste in\u00edcio de ano foram p\u00e9ssimas e n\u00e3o h\u00e1  perspectiva de recupera\u00e7\u00e3o t\u00e3o cedo. Com o forte aumento das tarifas p\u00fablicas e  a alta de impostos, a tend\u00eancia \u00e9 de que os consumidores reduzam a demanda,  contribuindo para o fechamento de vagas nas lojas.  <\/p>\n<p>O com\u00e9rcio se juntar\u00e1 \u00e0  ind\u00fastria, que vem demitindo sistematicamente h\u00e1 pelo menos dois anos. As  f\u00e1bricas, na maioria dos segmentos, est\u00e3o operando com alto \u00edndice de  ociosidade. Para reduzir custos, as empresas que n\u00e3o fecham postos de trabalho  t\u00eam dado f\u00e9rias coletivas ou negociado a redu\u00e7\u00e3o parcial de sal\u00e1rios.  <\/p>\n<p>Havia  a expectativa de que, com o d\u00f3lar mais alto, a ind\u00fastria ganhasse f\u00f4lego por  meio das exporta\u00e7\u00f5es. Mas, em vez de ampliar as vendas ao exterior, o pa\u00eds perde  mercado. \u201cN\u00e3o estamos conseguindo exportar como gostar\u00edamos e s\u00f3 vemos a demanda  interna cair. O consumo das fam\u00edlias est\u00e1 fraco e os investimentos produtivos  despencaram\u201d, ressalta um industrial.  <\/p>\n<p>As perspectivas s\u00e3o de piora  substancial, devido ao iminente racionamento de energia e \u00e1gua. O governo j\u00e1  trabalha com essa hip\u00f3tese a partir de abril, quando termina o per\u00edodo chuvoso.  Sem \u00e1gua e sem energia, a queda do PIB, estimada em 0,5%, pode ficar entre 1,5%  e 2%. Se confirmada, ser\u00e1 uma retra\u00e7\u00e3o sem precedentes em pelo menos tr\u00eas  d\u00e9cadas. Nesse contexto, n\u00e3o h\u00e1 como evitar o aumento do desemprego.  <\/p>\n<p>Aliados  de Dilma t\u00eam a exata no\u00e7\u00e3o de que, quando todos esses fatores desabarem, em  conjunto, sobre os eleitores, a insatisfa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao governo vai se  agigantar. Eles reconhecem que o an\u00fancio de alta de impostos, da energia  el\u00e9trica, da gasolina, das passagens de \u00f4nibus j\u00e1 fazem estragos na imagem da  presidente. Mas quando todos esses reajustes chegarem \u00e0 vida real, baterem no  or\u00e7amento dom\u00e9stico, sem a contrapartida do aumento dos sal\u00e1rios, a gritaria  ser\u00e1 geral.  <\/p>\n<p>Dilma tentou, na primeira declara\u00e7\u00e3o p\u00fablica em quase um m\u00eas,  amenizar o choque no bolso de consumidores e contribuintes. Afirmou que o  aumento de impostos e de tarifas faz parte de um conjunto de a\u00e7\u00f5es \u201ccorretivas\u201d  para que o pa\u00eds volte a crescer. Omitiu, por\u00e9m, o mais importante: que est\u00e1  corrigindo o que estragou em quatro anos. O custo que ela est\u00e1 impondo \u00e0  sociedade ser\u00e1 fruto de pol\u00edticas equivocadas, populistas, demag\u00f3gicas.  <\/p>\n<p>Em um  pronunciamento no in\u00edcio de janeiro de 2013, a presidente disse que, apesar dos  pessimistas, o Brasil poderia celebrar o fato de ter reduzido os juros, os  impostos e o custo da energia el\u00e9trica, sem que houvesse qualquer risco de  racionamento ou de estrangulamento no fornecimento de eletricidade. Afirmou,  ainda, que o pa\u00eds estava a caminho do crescimento sustentado, puxado pelos  investimentos produtivos. Num pa\u00eds s\u00e9rio, seria acusada de propaganda  enganosa.  <\/p>\n<p>T\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o  <\/p>\n<p>\u00bb Dilma Rousseff sabe que, mesmo impopulares, os  ajustes na economia propostos pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ser\u00e3o sua  t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o. Depois do tormento, o pa\u00eds ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de crescer com a  infla\u00e7\u00e3o domada. Ela torce, por\u00e9m, para que os resultados apare\u00e7am mais r\u00e1pido  do que o projetado pelo mercado, pois precisar\u00e1 de um forte contraponto \u00e0s  den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o que est\u00e3o destruindo a Petrobras e podem se estender \u00e0  Eletrobras e ao BNDES.  <\/p>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">BC fora da realidade  <\/p>\n<p>\u00bb A economista Tha\u00eds Marzola Zara, da Rosenberg Associados, diz que a ata  do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), divulgada ontem pelo Banco Central,  est\u00e1 defasada ao n\u00e3o fazer nenhuma men\u00e7\u00e3o \u00e0 crise h\u00eddrica e aos impactos, na  economia, de um eventual racionamento de \u00e1gua e de energia el\u00e9trica. Ela afirma  que, \u201ctalvez, fosse leviano faz\u00ea-lo\u201d, pois ainda se fala sobre possibilidades,  mas os pr\u00f3ximos passos do Copom dever\u00e3o levar em conta \u201co que n\u00e3o est\u00e1  considerado em seu cen\u00e1rio\u201d. Tha\u00eds aposta em mais uma alta de 0,25 ponto  percentual nos juros em mar\u00e7o, para 12,50% ao ano.  <\/p>\n<p>Descren\u00e7a no governo  <\/p>\n<p>\u00bb Ningu\u00e9m no governo acredita que o BC conseguir\u00e1 levar a infla\u00e7\u00e3o para o  centro da meta, de 4,5%, no fim de 2016. Mas essa promessa ser\u00e1 sustentada pelo  presidente da institui\u00e7\u00e3o, Alexandre Tombini, at\u00e9 que a realidade fale mais  alto.<\/p><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-weight: bold\">Nomea\u00e7\u00e3o de Volpon<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div>\u00bb Tudo indica que o BC anunciar\u00e1, na pr\u00f3xima semana, seu novo diretor, Tony  Volpon, que estava em Nova York como executivo da Nomura Securities.<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">Bras\u00edlia, 16h23min  <\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presidente Dilma Rousseff pagar\u00e1 caro pelo desastre que foi seu primeiro mandato. 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