{"id":72,"date":"2015-03-26T16:01:00","date_gmt":"2015-03-26T19:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/aberracoes_politicas\/"},"modified":"2015-03-26T16:01:00","modified_gmt":"2015-03-26T19:01:00","slug":"aberracoes_politicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/aberracoes_politicas\/","title":{"rendered":"ABERRA\u00c7\u00d5ES POL\u00cdTICAS"},"content":{"rendered":"\n<p>A insist\u00eancia dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da C\u00e2mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em dar demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a ao criarem problemas para a presidente Dilma Rousseff custar\u00e1 caro ao pa\u00eds. A cada manobra para dificultar o ajuste fiscal, eles s\u00f3 ampliam a desconfian\u00e7a dos investidores quanto \u00e0 capacidade do pa\u00eds de arrumar as contas p\u00fablicas e economizar 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) para o pagamento de juros da d\u00edvida. <\/p>\n<p>N\u00e3o bastasse ter de engolir duas aberra\u00e7\u00f5es pol\u00edticas como comandantes do Legislativo, a popula\u00e7\u00e3o corre o risco de ver o pa\u00eds mergulhar em uma recess\u00e3o profunda, com disparada do desemprego, se o ajuste fiscal degringolar. Na avalia\u00e7\u00e3o da Tend\u00eancias Consultoria, a retra\u00e7\u00e3o do PIB n\u00e3o se restringiria a 2015, quando deve haver contra\u00e7\u00e3o de 1,2%. Tamb\u00e9m em 2016 a economia levaria um tombo de 1,6%. \u201cEsse \u00e9 o nosso quadro mais pessimista, no qual o governo n\u00e3o aprova nada e Joaquim Levy deixa o Minist\u00e9rio da Fazenda\u201d, explica S\u00edlvio Campos Neto, economista da institui\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Para o especialista, s\u00e3o de 35% as chances de esse quadro dram\u00e1tico se confirmar. Mas ele prefere acreditar que, mesmo com todo o embate entre o governo e o Congresso, depois de todo o sofrimento, Levy conseguir\u00e1 tocar o ajuste fiscal. A perspectiva, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 de cumprimento da meta cheia de superavit prim\u00e1rio. \u201cApostamos em uma economia de 0,9% do PIB. Mas, nesse caso, o importante n\u00e3o ser\u00e1 o n\u00famero, e, sim, a dire\u00e7\u00e3o que se ter\u00e1 das contas p\u00fablicas. \u00c9 preciso ter a garantia de que o ajuste \u00e9 para valer e prevalecer\u00e1 por um bom tempo\u201d, destaca. <\/p>\n<p>No que Campos Neto define como cen\u00e1rio b\u00e1sico, independentemente do ajuste fiscal, a economia sofrer\u00e1 muito neste ano, com recess\u00e3o e infla\u00e7\u00e3o alta. Mas voltar\u00e1 a se expandir em 2016, com salto de 1,3% do PIB. Por isso, ressalta o economista, \u00e9 importante que o governo e o Congresso deixem as diverg\u00eancias de lado e permitam que o ministro da Fazenda ponha as contas p\u00fablicas em ordem. Sem isso, n\u00e3o h\u00e1 como a confian\u00e7a voltar e o pa\u00eds sair da enrascada em que se meteu. <\/p>\n<p>A tens\u00e3o \u00e9 grande no mercado. Assim como Eduardo Cunha surpreendeu o Pal\u00e1cio do Planalto ao aprovar, na C\u00e2mara, projeto que obriga o Executivo a regulamentar a lei que reduz as d\u00edvidas de estados e munic\u00edpios, teme-se que ele, com a ajuda do PT, o partido de Dilma, e de Renan, enterre as medidas provis\u00f3rias 664 e 665, que restringem o acesso a benef\u00edcios sociais, como o seguro- desemprego. Juntos, elas garantem uma economia de R$ 18 bilh\u00f5es por ano. H\u00e1 risco ainda para o projeto que reduz a desonera\u00e7\u00e3o sobre a folha de pagamento das empresas. <\/p>\n<p>A princ\u00edpio, dizem os analistas que passaram os \u00faltimos dois dias tentando entender o tamanho do impacto da redu\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas de estados e munic\u00edpios nas contas p\u00fablicas, n\u00e3o haver\u00e1 grande estrago na composi\u00e7\u00e3o do superavit prim\u00e1rio. Na verdade, como o que est\u00e1 em jogo s\u00e3o receitas com juros, a regulamenta\u00e7\u00e3o da medida, se aprovada pelo Senado, bater\u00e1 no resultado nominal do setor p\u00fablico, que ostenta deficit de quase 7% do PIB. Tamb\u00e9m haver\u00e1 reflexos na d\u00edvida bruta, de 64% do PIB. <\/p>\n<p>Por enquanto, o governo ganhou tempo, j\u00e1 que o presidente do Senado decidiu adiar a defini\u00e7\u00e3o dos 30 dias para a renegocia\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos. Mas avisou que o Planalto ter\u00e1 que negociar muito. N\u00e3o custa lembrar que esse problema foi criado por Dilma, ao sancionar o projeto que favorece estados e munic\u00edpios. Para se reeleger, a presidente avan\u00e7ou todos os sinais da irresponsabilidade fiscal. Agora, pede tempo para acertar a fatura. Tomara que aprenda a li\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Guerra \u00e0 Cemig <\/p>\n<p>\u00bb As produtoras de ferroligas e sil\u00edcio met\u00e1lico est\u00e3o em p\u00e9 de guerra com a Cemig, distribuidora de energia de Minas Gerais. Grandes consumidoras de eletricidade, elas sempre fecharam contratos de fornecimento de longo prazo com a concession\u00e1ria, para evitar surpresas desagrad\u00e1veis no meio de caminho. O \u00faltimo deles expirou em 2014. <\/p>\n<p>Lit\u00edgio federal <\/p>\n<p>\u00bb A expectativa das metal\u00fargicas \u2014 70% delas est\u00e3o em Minas \u2014 era de que a renova\u00e7\u00e3o do contrato com a Cemig se desse automaticamente, inclu\u00eddos os reajustes previstos. Mas a concession\u00e1ria se recusou, alegando que, sem a Usina de S\u00e3o Sim\u00e3o, que faz parte de um lit\u00edgio com o governo federal, n\u00e3o tem como atender a demanda, que chega a quase 1 mil megawatts (MW). <\/p>\n<p>Paralisia e demiss\u00f5es <\/p>\n<p>\u00bb Sem a garantia do fornecimento de energia pela Cemig, as metal\u00fargicas est\u00e3o sendo obrigadas a desligar os fornos e a demitirem 200 trabalhadores. Estima-se que a produ\u00e7\u00e3o tenha ca\u00eddo pelo menos 80% desde o in\u00edcio do ano. Majoritariamente exportadoras, as empresas est\u00e3o perdendo a oportunidade de tirar proveito da alta do d\u00f3lar. <\/p>\n<p>Exemplo h\u00fangaro <\/p>\n<p>\u00bb O Brasil bem que poderia seguir o exemplo da Hungria e reduzir o tamanho do Congresso. Depois de serem resgatados pelo Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), em 2008, os h\u00fangaros cortaram \u00e0 metade o n\u00famero de deputados, de 386 para 199 \u2014 l\u00e1, n\u00e3o h\u00e1 senadores. Com forte arrocho fiscal, o pa\u00eds voltou a crescer, devendo fechar 2015 com expans\u00e3o entre 3% e 4%, diz Norbert Konkoly, embaixador no Brasil. <\/p>\n<p>J\u00e1 vai tarde&nbsp;\u00bb Foi de festa o clima no Pal\u00e1cio do Planalto depois da demiss\u00e3o de Thomas Traumann da Secret\u00e1ria de Comunica\u00e7\u00e3o Social. Ele n\u00e3o despertava a simpatia de ningu\u00e9m. Desde que voltou de f\u00e9rias, na segunda-feira, s\u00f3 foi recebido por Dilma para sacramentar a sa\u00edda do governo. <\/p>\n<p>Bras\u00edlia, 15h45min   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A insist\u00eancia dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da C\u00e2mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em dar demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a ao criarem problemas para a presidente Dilma Rousseff custar\u00e1 caro ao pa\u00eds. A cada manobra para dificultar o ajuste fiscal, eles s\u00f3 ampliam a desconfian\u00e7a dos investidores quanto \u00e0 capacidade do pa\u00eds de arrumar as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-72","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}