{"id":86,"date":"2015-04-11T11:43:00","date_gmt":"2015-04-11T14:43:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/palavras_nao_bastam\/"},"modified":"2015-04-11T11:43:00","modified_gmt":"2015-04-11T14:43:00","slug":"palavras_nao_bastam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/vicente\/palavras_nao_bastam\/","title":{"rendered":"PALAVRAS N\u00c3O BASTAM"},"content":{"rendered":"\n<p>O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve ter levado um susto ontem. N\u00e3o bastasse ter se deparado com uma Dilma Rousseff 13 quilos mais magra, ouviu da presidente brasileira, durante debate na C\u00fapula das Am\u00e9ricas, no Panam\u00e1, um discurso impens\u00e1vel meses atr\u00e1s. A petista enfatizou que, \u201csem crescimento sustentado, cont\u00ednuo, sistem\u00e1tico\u201d, n\u00e3o h\u00e1 como fazer do Brasil um pa\u00eds de classe m\u00e9dia. Disse mais: que o avan\u00e7o do Produto Interno Bruto (PIB) foi mais importante para a inser\u00e7\u00e3o de 44 milh\u00f5es de pessoas no mercado de consumo do que as pol\u00edticas sociais. Ela sempre ressaltou que crescimento econ\u00f4mico n\u00e3o \u00e9 o mais importante para o sucesso de um pa\u00eds.  <\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 tarefa trivial retomar o crescimento da economia brasileira. Por uma raz\u00e3o simples: ao longo do primeiro mandato, tudo o que Dilma fez foi destruir as bases de expans\u00e3o da atividade. Ao manter a infla\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima ou acima do teto da meta, de 6,5%, minou a confian\u00e7a dos consumidores e tirou a previsibilidade que os empres\u00e1rios tanto precisam para tocar seus neg\u00f3cios, sobretudo os investimentos. Em meio \u00e0 carestia, provocou forte desarranjo no setor el\u00e9trico, ao acreditar que, por meio de canetada, poderia definir o pre\u00e7o da eletricidade. Tanto n\u00e3o p\u00f4de que, apenas nos \u00faltimos 12 meses, a conta de luz ficou, na m\u00e9dia, 60% mais cara.  <\/p>\n<p>Para compensar os erros na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica, a presidente abriu os cofres sem qualquer crit\u00e9rio, jogando mais lenha sobre a infla\u00e7\u00e3o. Na tentativa de esconder a gastan\u00e7a, recorreu aos mais diversos truques cont\u00e1beis para transformar rombos em superavits fiscais. Alimentou, com isso, uma onda de desconfian\u00e7a sem precedentes no pa\u00eds. Dilma chegou ao ponto de destruir o maior dos trunfos do partido dela, o PT: a desigualdade social, que caiu por anos seguidos, voltou a subir, o que levou milhares de pessoas novamente para a pobreza.  <\/p>\n<p>Pelos c\u00e1lculos do economista-chefe do Ita\u00fa Unibanco, Ilan Goldfajn, diante de todo passivo acumulado nos \u00faltimos quatro anos e do esfor\u00e7o que ser\u00e1 necess\u00e1rio para tirar a atividade do atoleiro, o PIB de 2015 ter\u00e1 queda de 1,5%. At\u00e9 a semana passada, ele estimava retra\u00e7\u00e3o de 1,1%. \u201cA divulga\u00e7\u00e3o dos dados do ano passado mostrou a economia totalmente estagnada. E as perspectivas para 2015 se deterioram\u201d, diz. Ele acrescenta que a confian\u00e7a dos empres\u00e1rios continua caindo em ritmo acelerado e os dados do mercado de trabalho refletem atividade fraca \u2014 a taxa de desemprego nas seis principais regi\u00f5es metropolitanas do Brasil deve encerrar o ano em 7,3%.  <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m 2016 n\u00e3o ser\u00e1 um ano f\u00e1cil, no entender de Goldfajn. Por isso, ele reduziu a proje\u00e7\u00e3o de crescimento para o PIB, de 1,1% para 0,7%. A fragilidade da economia, destaca, ser\u00e1 um entrave para que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, cumpra as metas de superavits prim\u00e1rios tanto neste ano quanto no pr\u00f3ximo, de 1,2% e 2% do PIB, respectivamente. A previs\u00e3o do Ita\u00fa Unibanco apont economia de 0,8% do Produto para o pagamento de juros em 2015 e de 1,5% no ano que vem.  <\/p>\n<p>Apesar dos resultados ruins, \u00e9 importante que Dilma n\u00e3o recue na proposta de resgatar a economia. A press\u00e3o ser\u00e1 grande, principalmente por causa do desemprego, mas \u00e9 fundamental que o pa\u00eds arrume a casa. S\u00f3 assim a presidente poder\u00e1 garantir aos brasileiros o que disse diante de um at\u00f4nito Obama: teremos crescimento sustentado, cont\u00ednuo, sistem\u00e1tico.  <\/p>\n<p><b>Varejo retra\u00eddo<\/b>  <\/p>\n<p>\u00bb O economista-chefe do Santander, Maur\u00edcio Molan, alerta que o aumento do desemprego bater\u00e1 firme no varejo, que j\u00e1 anda fraquejando por causa da alta dos juros e da infla\u00e7\u00e3o resistente. Nas contas dele, as vendas de fevereiro, que ser\u00e3o reveladas na ter\u00e7a-feira pelo IBGE, mostrar\u00e3o alta de 0,7% ante janeiro e queda de 1,4% contra o mesmo m\u00eas de 2014.  <\/p>\n<p><b>Trimestre no vermelho<\/b>  <\/p>\n<p>\u00bb O varejo fraco se somar\u00e1 \u00e0 retra\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria. Assim, acredita Maur\u00edcio Molan, o IBC-Br, \u00edndice do Banco Central que mede o n\u00edvel da atividade e serve como pr\u00e9via do PIB, teve retra\u00e7\u00e3o de 0,2% na passagem de janeiro para fevereiro e de 4% na compara\u00e7\u00e3o anual.  <\/p>\n<p><b>FGTS para terrenos<\/b>  <\/p>\n<p>\u00bb Respons\u00e1vel pela regula\u00e7\u00e3o e pela fiscaliza\u00e7\u00e3o de corretores de im\u00f3veis e de imobili\u00e1rias no pa\u00eds, o Sistema Cofeci-Creci tem atuado no Congresso para ampliar o uso do Fundo de Garantia doTempo de Servi\u00e7o (FGTS). Quer liberar os recurso para a compra de terrenos para futuras edifica\u00e7\u00f5es residenciais. \u201cEstamos apoiando o Projeto de Lei n\u00ba 3.439\/200, que regulamenta a utiliza\u00e7\u00e3o do FGTS pelo trabalhador\u201d, diz o presidente do Cofeci-Creci, Jo\u00e3o Teodoro da Silva. Atualmente, a aplica\u00e7\u00e3o do fundo est\u00e1 restrita \u00e0 compra e ao financiamento de im\u00f3veis resid\u00eancias j\u00e1 prontos.  <\/p>\n<p><b>R$ 5,7 bilh\u00f5es travados<\/b>  <\/p>\n<p>\u00bb Est\u00e1 completando um ano e meio a decis\u00e3o do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) de impedir a realiza\u00e7\u00e3o dos leil\u00f5es de 29 terminais portu\u00e1rios no Par\u00e1 e em Santos, que travou investimentos de R$ 5,7 bilh\u00f5es. Como os estudos de viabilidade t\u00e9cnica e econ\u00f4mica vencer\u00e3o, o processo voltar\u00e1 \u00e0 estaca zero.<b>  <\/p>\n<p>Licita\u00e7\u00e3o invi\u00e1vel<\/b>  <\/p>\n<p>\u00bb Para a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Terminais Portu\u00e1rios (ABTP), a decis\u00e3o do governo de agrupar as \u00e1reas ofertadas \u00e0 iniciativa privada em grandes blocos tem se mostrado invi\u00e1vel. A entidade defende licita\u00e7\u00e3o em separado e a renegocia\u00e7\u00e3o dos contratos pr\u00e9-1993 como forma de agilizar a libera\u00e7\u00e3o de investimentos no setor.  <\/p>\n<p>Bras\u00edlia, 11h45min   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve ter levado um susto ontem. N\u00e3o bastasse ter se deparado com uma Dilma Rousseff 13 quilos mais magra, ouviu da presidente brasileira, durante debate na C\u00fapula das Am\u00e9ricas, no Panam\u00e1, um discurso impens\u00e1vel meses atr\u00e1s. 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