Os nomes próprios se escrevem com inicial grandona. É o caso de João, Maria, Pará, Colônia, Brasil. Às vezes, porém, eles entram na composição de substantivos comuns. O resultado é um só. Tornam-se vira-latas: joão-de-barro, castanha-do-pará, água-de-colônia, pau-brasil, banho-maria, maria vai com as outras.
Nome de disciplinas tem pedigree. Português, Inglês, Francês, Espanhol, quando matéria estudada na escola, ganham inicial grandona. As mesmas palavras, ao dar nome a idioma, perdem a majestade. Escrevem-se com a inicial pequenina: No Brasil, fala-se português. O português, o francês, o espanhol são línguas latinas.
Norte, Sul, Leste, Oeste, quando pontos cardeais, são nomes próprios. Mas, se definem direção ou limite geográfico, cessa tudo que a musa antiga canta. As moçoilas põem o rabinho entre as pernas e entram na vala comum: O leste dos Estados Unidos tem grande influência latina. O carro avançava na direção sul. Cruzou o país de norte a sul, de leste a oeste.


6 thoughts on “Castanha-do-pará, banho-maria & cia: por que letra minúscula?”
seu ponto de vista se apega à ortodoxia gramatical. hoje
muitos de nós preferimos evitar letras maiúsculas, considerando-os um
choque para o texto e uma diminuição na legibilidade, além disso, é
muito difícil aprender uma língua como o alemão que aparece letras
maiúsculas inesperadas em qualquer lugar
Não é o ponto de vista dela. Ela está a expor regras gramaticais. Letras maiúsculas em nomes próprios e início de frase e de sigla são de regra em português, inglês, espanhol, italiano, francês… É das regras mais básicas que existem.
muito obrigado, joao
Gosto de estudar e de obedecer à gramática. Sinto um enorme prazer de pesquisar no Blog da Dad.
Ou, sinto um enorme prazer em pesquisar no Blog da Dad? Acho que fiz a correção. Concordam comigo?
Muito bem. Só uma dúvida: não seria o OESTE dos dos Estados Unidos que tem muita influência latina?