CBPFOT100720151615(1) Foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press

Menos de 2% dos professores da UnB se declaram negros

Publicado em Concursos Públicos, cotas raciais, Distrito Federal

Após 13 anos da criação do sistema de cotas para inclusão de negros por meio do vestibular, a Universidade de Brasília lançou agora seu primeiro concurso público para professor com a reserva de vagas. Das três oportunidades abertas para docentes de direito público e privado para a cidadania, uma é destinada às cotas. O aprovado vai integrar uma estatística ainda pequena na universidade, pioneira pela implantação do sistema de cotas raciais no país, onde apenas 1,75% dos professores se declaram negros.

 

De acordo com a decana de Gestão de Pessoas da universidade, Maria Ângela Feitosa, a reserva é um ganho para a inclusão social e democratização do acesso à UnB. “A novidade resulta de uma adaptação à lei. O que fizemos foi atualizar as condições gerais do edital”. Ela destaca ainda que concursos com mais de uma vaga para professores é algo pouco comum. “O caso do Direito foge do habitual”.

 

A instituição hoje conta com 3.698 professores, sendo que 1.915 se autodeclaram brancos, 460 pardos, 71 amarelos, 65 negros e oito indígenas (demais 1.179 docentes não declararam raça).

 

A Lei 12.990, de 2014, estabelece que 20% das vagas dos concursos públicos federais devem ser reservadas a candidatos que se autodeclarem pretos ou pardos, conforme quesito cor ou raça utilizado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o edital de abertura, na hipótese de constatação de declaração falsa, o candidato será eliminado do concurso e, se tiver sido nomeado, ficará sujeito à anulação da sua admissão ao cargo público.

 

O cargo oferecido é o de professor adjunto, com regime de dedicação exclusiva e remuneração de R$ 8.639,50. Podem concorrer candidatos com doutorado até o dia 19 de fevereiro, pelo site da UnB. A taxa custa R$ 208,61. A seleção conta com provas discursiva, oral, didática e de títulos.

 

*Com informações da Secom/UnB

6 thoughts on “Menos de 2% dos professores da UnB se declaram negros

  1. Mas é claro!! Resta saber o que se considera Branco, pardo e negro. Qual o fator de discriminação que diz que uma pessoa tem determinada cor? Vamos pegar um desses ditos brancos e compará-lo com um alemão ou russo. Num país miscigenado com este se falar em cotas é um absurdo. Só politiqueiros e gente que quer tudo fácil é ficam felizes com essa baboseira.

  2. O dificil é fazer o mestrado somente com cursos diurnos..meu sonho é mestrado mas trabalho de dia..sou docente especialista , mas nem com cotas vou conseguir..sou negro mas o problema não são as cotas!

  3. Matéria sensacionalista e esquerdista, pois para o IBGE e as atuais cotas pardo e índio são Negros. Alem de que neste caso muitos não declararam sua cor, o que torna impossivel analisar os dados corretamente. Estão manipulando estatísticas para alcançar seus objetivos de implantar um tribunal racial.

    1. Atual divisão do IBGE é Negro, Branco ou Amarelo. Incluíram os pardos e índios na categoria negro para implantar as cotas. Porém negros de cor preta representam 8% da população. O Brasil é MESTIÇO ! No caso a maioria é parda, a moda populista dos políticos atuais é dividir o país entre negros e brancos para criar a guerra de classes esquerdista.

  4. Só na hora de se inscrever nos concursos para se beneficiar das cotas q todo moreno/mulato/mestiço e ate loiros querem se declarar negros. Depois nao só se declaram brancos como ainda fazem comentarios racistas.

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