Arrecadação cai R$ 30 bi com protestos dos auditores da Receita Federal

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De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), ficou provado um efeito real e contundente da greve sobre a arrecadação federal. O baque anual foi estimado em R$ 30 bilhões, o equivalente a uma CPMF no país. Pela primeira vez o órgão admitiu o impacto dos protestos na arrecadação

Os dados que apontam a queda na entrada de recursos ao caixa da União foram publicados na intranet da Receita Federal, em nota sobre os indicadores da Coordenação de Arrecadação (Codac). O documento, garante o sindicato, destaca a influência do movimento dos auditores no resultado dos indicadores da arrecadação federal, pela ausência da presença fiscal.” Necessário ressaltar a queda vertiginosa da adimplência dos contribuintes pela ausência da presença fiscal. Com quase dois anos de atraso, os impactos da mobilização dos auditores fiscais passaram a ser reconhecidos oficialmente”, diz a nota.

O efeito real e contundente da greve sobre as arrecadação federal, disse o Sindifisco, ficou demonstrado pelas estatísticas da adimplência, item que representa o percentual de contribuintes que declaram e efetivamente pagam seus débitos. O que mostra que a percepção de risco por não pagar o tributo se reduziu sensivelmente.

Os lançamentos, de acordo com os dados do Sindifisco, foram de R$ 190 bilhões, em 2013; R$ 150 bilhões, em 2014; R$ 126 bilhões, em 2015; e R$ 87 bilhões, em 2016. “Considerando apenas esses números, estamos falando de uma queda anual de uns R$ 30 bi na arrecadação apenas por conta da greve. Uma CPMF. Fora outros indicadores, como os efeitos sobre o comércio exterior”, assinalou a nota do Sindifisco.

O relatório completo pode ser visto aqui https://cloud.acrobat.com/file/c6785ca6-bf88-4a26-bd6c-14c6d55f0b62.

Até então, a Receita não admitia a paralisação dos auditores como um dos fatores para a queda na arrecadação, segundo o Sindifisco. Primeiramente, a categoria se manifestou por conta da campanha salarial, fechada em março passado com o acordo celebrado pelo então ministro da Fazenda Nélson Barbosa. Com a demora em chegar ao Congresso – foi enviado em fins de julho –, os auditores voltaram a se mobilizar. A insatisfação se manteve com a desfiguração do Projeto de Lei 5.864/16 na comissão especial, com a inclusão de pontos que não faziam parte do acordo original.

8 thoughts on “Arrecadação cai R$ 30 bi com protestos dos auditores da Receita Federal

  1. Greve no serviço público afetando serviços essenciais como a arrecadação? Simples: cada um dos dez mil e quinhentos fiscais deve pagar em torno de R$ 2.857.000,00

    1. Interessante a sua conta. Empresa privada nenhuma negligencia mão-de-obra tão valiosa.
      E olha q é só o que, em tese, deixou-se de arrecadar. Vem muito mais prejuízo a longo prazo, a imagem do leão está detonada.

      1. Vc mesmo já deu a dica em outro comentário, estratégia errada.E como querer resultado diferente se faz sempre igual?

  2. É impressionante que o mesmo governo federal que tratora o Congresso no afã de aprovar cortes de gastos tenha a irresponsabilidade e a crueldade com o povo de tratar com tamanho descaso seu órgão arrecadador. Um mínimo de empenho e honradez no cumprimento de um acordo firmado com os auditores fiscais ainda em março, e teríamos uma Receita Federal trabalhando como nunca. O governo federal preferiu deixar a Receita a cargo de fisiológicos da tropa de choque de Eduardo Cunha no congresso, e ao fazê-lo, pode estar jogando NO LIXO todo o sacrifício imposto ao povo brasileiro pela PEC 241/55.

    1. Auditores conseguiram tudo que queriam nesse PL, mas olham para baixo e não deixam algumas categorias ficarem um pouco melhores. Com isso se distanciam mais de seus pares salariais, além de pegar muito mal questionarem as melhorias de outras categorias

    2. Crueldade com o povo? O povo quer mais é que o leão fique dormindo mesmo!! Agora falar em honradez? depois de toda mentira pregada pelos auditores?? não cola! Ainda, se atividade é vinculada como explicar a queda da arrecadação? ficaram irritados? ou seria desmotivados? ou seria apenas mimimi?

  3. Eu sempre me pergunto porque os fiscos estaduais, sem aduana, ganham o dobro ou o triplo dos fiscais federais.
    Eu acho que é fácil chamar a atenção com greve na aduana com cargas paradas e caminhoneiros esbravejando.
    Só que esse tipo de comportamento sindical é muito limitado. Qdo vc enfrenta uma situação que exige articulação política como o momento atual, é ineficaz, e no longo prazo está desprestigiando-os, inclusive perante a sociedade e na remuneração.
    O q temos hoje então é essa aberração de fiscais federais que arrecadam 2/3 dos tributos da nação e são inversamente remunerados.
    Isso só prova que ser eficiente nesse tipo de atividade é irrelevante.

  4. Muito estranho. Números se prestam para tudo. Qualquer estagiário de economia sabe que a arrecadação federal e as estaduais tiveram os mesmos percentuais de queda em virtude da retração da atividade econômica que ocorre igualmente no país todo.
    Basta acompanhar nos portais das secretarias estaduais de fazenda.
    Tenham paciência e vejam as quedas de arrecadação de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, só para checar a verdade.
    Ainda mais uma estranho é dizer que houve queda de adimplência devido à falta de presença fiscal. Mostrem a fórmula de cálculo para a tal presença fiscal nesse sentido arrecadatório de tributo declarado e não pago.
    O contribuinte quando declara e não paga é porque está descapitalizado ou quebrado e não porque um fiscal vai lá cobrá-lo. Não paga e o débito é encaminhado para inscrição na Dívida Ativa da União.
    Hoje, no Jornal Nacional, apareceu o caso de um empresário que vendeu duas das três máquinas que havia adquirido devido à retração da economia. Esse cara pode não pagar um tributo declarado se tiver falta de caixa. Não adianta pressioná-lo. Ou adianta?
    Os fiscais estão há três anos em greve?
    Não se falou do valor dos tributos que deixaram de ser lançados por motivo de falta de fiscalização. Será que alguém sabe? Ou será que ninguém sabe? São questões para reflexão.
    O governo, leia-se Ministério da Fazenda, não está muito preocupado. Peçam uma audiência com o Ministro e mostrem esses números para ele. Pode ser que ele se comova. Sugestão: não deixem um estagiário de economia participar da audiência, senão ele vai melar.

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