O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ), assinou um ato que determina a criação de uma comissão especial para analisar as propostas estabelecidas no Projeto de Lei nº 6814/2017, que institui normas para licitações e contratos na administração pública. A instalação e eleição dos componentes ocorrerá hoje, 28, a partir das 14h, no Plenário 3 do Anexo II da Câmara.
As lideranças dos partidos terão direito a indicar parlamentares conforme as coligações. Serão 36 vagas para titulares e 34 suplementes, dentre os quais serão designados presidente, vice-presidente e relator. Após ser instalada, a comissão especial terá um prazo de 60 sessões para apreciar o projeto.
O PL nº 6814/2017 já aguarda parecer de outras cinco comissões regulares da Casa. Com a criação da comissão especial, contudo, esse rito pode ser abreviado. Nesse caso, seria necessário apenas o aval da comissão especial da Comissão de Constituição e Justiça para levar a proposta ao Plenário. O projeto a ser analisado pelos deputados deriva do PLS nº 559/2013, já debatido e aprovado pelo Senado Federal.
Avanço para as licitações do Brasil
Se aprovada, a proposta revogará a Lei nº 8.666/1993 – Lei de Licitações e Contratos –, a Lei nº 10.520/2002 – Lei do Pregão –, e outros normativos que tratem do assunto. Além disso, o novo código consolida em um só local dispositivos que hoje estão dispersos em leis, decretos, instruções normativas e jurisprudência. A expectativa de especialistas é positiva, já que a promessa do novo regimento é de desburocratizar e racionalizar os certames no país.
O advogado Murilo Jacoby Fernandes lembra que, em agosto, o presidente Rodrigo Maia já havia determinado a instalação da comissão, sem, contudo, determinar a data da escolha dos deputados. “Desta vez, parece que a proposta começará a avançar na Câmara, de fato. O país necessita desta mudança”, analisa.
Segundo Murilo Jacoby, quando a proposta estava em debate no Senado, diversos segmentos sociais foram ouvidos. “Foram várias audiências onde especialistas, doutrinadores e operadores dos normativos sobre licitação tiveram a oportunidade de opinar. Nós pudemos apresentar nossas contribuições para aperfeiçoar o modelo de compras públicas brasileiro. Muitas das nossas sugestões foram acatadas, o que nos deixa esperançosos com o novo modelo que vem por aí”, afirma.
Para o advogado, no entanto, a nova lei ainda precisa avançar mais, principalmente no que se refere à inserção de mecanismos que garantam o direito à adequada qualificação do gestor que atua nas comissões de licitação. “Ao contrário do que se pensa, a maioria das falhas dos gestores decorrem da falta de conhecimento das normas, e não dá má-fé. Vamos acompanhar de perto o trabalho dos deputados e auxiliar no que for possível para criarmos uma lei eficaz, moderna, segura, que atenda à sociedade e traga desenvolvimento para o Brasil”, conclui Murilo Jacoby.


7 thoughts on “Câmara cria comissão para analisar modernização da Lei de Licitações”
Um só modalidade – a lá lá pregão é um so tipo – o menor preço. Limite para dispensa tem que ser obrigatoriamente revisado para, no minimo, três vezes o atual, ou seja, tem que passar da casa dos 20.000,00.
OS VALORES DA LEI, TODOS OS ANOS SÃO ATUALIZADOS. NÃO PARARAM EM 20.000,00 NÃO.
O quê? Qual o vslov limite para um convite, por exemplo? 80.000 desde 1998.
Penalidades mais severas para descumprimentos contratuais, inclusive atrasos.
MAS A PROPOSTA INDECENTE DESTES CONGRESSISTAS É , JUSTAMENTE, FINGIR QUE MELHORAM A LEI, ENQUANTO FACILITAM AS SAFADEZAS…
A NOSSA LEI 8666 E A 8883 ( AMBAS DE LICITAÇÕES) SÃO “TÃO RUINS” QUE A DILMA SUSPENDEU PARA PODER FAZER TODAS AS NEGOCIATAS DURANTE AS OBRAS DA COPA … ESTE INFELIZ PROJETO QUE EU JÁ LI, NÃO APRESENTA “JUSTIFICATIVA” PARA ALTERAR AS LEIS SÉRIAS QUE DIFICULTAM A CORRUPÇÃO. ESTA PROPOSTA IMBECIL, COM MUITO “LERO-LERO” TEM POR OBJETIVO FACILITAR AS ROUBALHEIRAS DOS ATUAIS E CONHECIDOS CRIMINOSOS DO CONGRESSO!!!!!!!
Acredito que a constituição precisaria ser reformada antes. Chega de pecs. O negócio e fazer nova, mas o nível político esta ruim para qualquer modificacao. E em ano de eleições?