O objetivo da entidade é elevar para superior a escolaridade de 80 mil técnicos judiciários de nível médio, sem concurso público, afirma a Associação Nacional dos Analistas do Judiciário e do Ministério Público da União (Anajus). Técnicos judiciários pretendem ocupar a Praça dos Três Poderes com manifestações em frente ao prédio do STF para pressionar os ministros a uma decisão que viola o texto constitucional, denuncia Anajus
Por meio de nota, a Anajus informou que a Fenajufe decidiu enviar ofício à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, cobrando nova audiência para “tentar aprovar o Projeto NS (Nível Superior), o chamado ‘trem-bala da alegria’, que eleva a escolaridade de 85 mil técnicos judiciários, sem a necessidade de aprovação em concurso público”.
A Anajus lembra que, em notícia publicada em seu site, a Federação reclama que a magistrada deixou de cumprir o suposto compromisso que teria assumido em audiência com a direção executiva, em 19 de dezembro de 2017, e pede “a realização de reunião o mais rápido possível”.
“Vale lembrar que ao final da reunião em 19 de dezembro do ano passado, Cármen Lúcia comprometeu-se a examinar os pedidos ainda durante o recesso . À época ela informou que após debater os temas com os presidentes dos tribunais superiores, nova reunião com a Fenajufe seria organizada para informar os encaminhamentos referentes às demandas apresentadas”, ilustra a notícia.
“O presidente da Associação Nacional dos Analistas do Judiciário e do Ministério Público da União (Anajus), Daniel Amorim, vai reforçar também pedido de audiência junto à presidente do STF para tratar do mesmo tema porque o Projeto NS representa um atentado ao princípio constitucional que exige a aprovação em concurso público para a alteração de escolaridade para servidores públicos”, salienta a nota.
Coordenador ataca analistas
Na análise da Anajus, o ofício à ministra Cármen Lúcia foi assinado por Júlio Brito, da coordenação geral da Fenajufe, “que tem produzido artigos em forte ataque à categoria dos 45 mil analistas do setor”.
Em um dos artigos, Brito, que tem curso superior, afirma que a troca dos analistas de nível superior por técnicos de nível médio deve ser adotada no Judiciário por representar uma economia aos cofres públicos em tempos de crise, reforça a Anajus.
Brito manifestou sua posição em artigo publicado no site da entidade – “Uma solução para o Poder Judiciário da União”. Nele apoia o projeto NS (Nível Superior), recomendando a abertura de mais vagas para técnicos em substituição às dos analistas.
“Configuraria atitude ilógica dos gestores do PJU [Poder Judiciário da União] não valorizar os técnicos e desprezar mão de obra extremamente qualificada, já treinada para o exercício das atribuições e mais barata para os cofres públicos”, afirmou Brito.
‘Trem’ do rombo nas contas públicas
O custo dos 85 mil técnicos de nível médio do Judiciário Federal pode aumentar em 65% por ano com despesas de mais R$ 4,5 bilhões e pode chegar até R$ 6,9 bilhões no topo da carreira, com a equiparação dos vencimentos deles aos dos analistas de nível superior, nos cálculos da Anajus. Tudo isso sem que nenhum técnico preste concurso público para ter ascensão de nível.
A Anajus e o Sinajus (Sindicato Nacional dos Analistas do Poder Judiciário e do Ministério Público da União) calculam que, se aprovado o “trem-bala da alegria”, o impacto financeiro mensal seria de pelo menos R$ 347.265.650,00. Ou R$ 4,5 bilhões por ano, o que daria para construir 30 mil casas populares do programa Minha Casa, Minha Vida.
Esse valor corresponde a quase o superávit primário de R$ 4,4578 bilhões, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, alcançado pelo setor público em outubro de 2017, primeiro resultado positivo em cinco anos, previram os analistas.
O ofício da Fenajufe enviado à presidente pode ser acessado AQUI.


18 thoughts on “Fenajufe cobra do STF aprovação do ‘trem-bala’ da alegria, diz Anajus”
Parabéns ao Correio Braziliense por estar sempre denunciando tentativas de burla ao concurso público. #TremDaAlegriaNão e á ANAJUS por estar sempre vigilante.
Ohhh galera do nível médio. Assim não filhão. Quem está na série B só pode jogar na série A depois de classificado (passar no concurso para nível superior). Tapetão nos concursos não pode.
E isso afeta você em quê mesmo?
Afetando ou não em algum sentimento pessoal, isso não viria ao caso, pois o meu comentário é apenas o exercício da minha livre manifestação do pensamento (CF, 5°, IV). Parabéns para o comentário da colega Neuza Maria. Trem da alegria novamente? Aí não dá. Jeitinho brasileiro para tudo. Por isso o Brasil é esse país de moleque mesmo.
É inacreditável que após a Constituição Federal de 1988, que técnicos judiciários estejam em uma luta ferrenha para engatar um tremendo ” trem da alegria”, ou seja, querem passar para analista judiciário sem o devido concurso público. Falam que desejam apenas seja exigido nível superior para técnico judiciário. Os ex- técnicos do Tesouro utilizaram a mesma estratégia para passar para analista sem concurso público. Estamos substimando a inteligência não só dos analistas, mas de todo o povo brasileiro. A Fenatec e os sinditecs, cujos dirigentes são técnicos judiciários, não saem do STF, pressionando a presidente a cometer uma fraude. Pior, tem analista que permanece nos sinditecs, sustentando aqueles que não nos representam, que não defendem os nossos interesses. Acordem, analistas. Seu lugar é na Associação Nacional dos Analistas Judiciários- ANAJUS.
Vai trabalhar que você ganha mais.
Fico imaginando o que pensa disso quem é empreendedor…
Você quer dizer o sem emprego que fica vendendo perfume nas ruas e enchendo o saco de todos para comprar Jequiti, Hinode, e vendendo shake de sabe-se lá que empresa?
Chega, o contribuinte não aguenta mais!
Aguenta sim, até foram adorar pato gigante da FIESP…KKKKKKKK
começo a achar que o judiciário é parte do problema nesse pais, nao será parte da solução, infelizmente
Agora é que você acha isso? Nossa você sempre é o último a saber…
É MENTIRA essa estória que os vencimentos serão equiparados!!! Sou contra a elevar o nível de escolaridade para NS porque as atribuições do cargo não exigem conhecimentos técnicos especializados. Por outro lado, acho uma tremenda falta de caráter ficarem veiculando informações erradas para difamar os Técnicos Judiciários junto à população. Alguns representantes dos servidores Técnicos pleiteiam essa modificação no nível de escolaridade, mas em nenhum lugar, está escrito que é com equiparação de vencimento. Ainda que fosse, todos fizeram concurso, que por várias vezes, pela concorrência ser maior, a prova de Técnico foi mais difícil do que a prova de Analista, e hoje, até redação é exigido também para Técnico.
Tanto esses técnicos quanto esses analistas nada fazem. Agora é risível a raivinha dos “analistas” ( na verdade digitadores de textos ) que estão com medo de não poderem sentir que são superiores…kkkkkkkkkk
Marcus, tu não sabe nada. Cai numa Vara Federal para você sentir o peso. Você acha que os analistas não fazem nada!!! Então como um juiz conseguiria movimentar 10 mil processos que estão em tramitação ajustada.
Sei lá, os técnicos fazem a movimentação e a juíza da lê a última página analisada pelos analistas?
Parabéns Neusa. Disse tudo. O tragicômico é ver servidor criticando a corrupção dos políticos mas defendendo uma solução igualmente corrupta para levar vantagem na carreira. Primeiro a caneta para reclassificar a turma de nível médio para superior. Depois, outra canetada para igualar vencimentos. Tudo burlando o princípio constitucional. Como a cantava a Legião Urbana….”é sujeira pra todo lado”!
Lembrando que o povo do Denasus no MS, há anos, vem tentando burlar a constituição para pular de carreira buscando equiparação com os auditores da União. O MP deveria investigar inclusive os processos internos de seleção dos servidores.