“Toda segunda-feira, os melhores cliques são publicados na conta oficial do Correio”, escrevemos na pág. 22. Toda segunda-feira quer dizer qualquer segunda feira. Não é o caso. O plural pede passagem: Todas as segundas-feiras, os melhores cliques são publicados na conta oficial do Correio.


11 thoughts on “Erramos — todo, todos os”
Não entendi o “erro”, que aí parece não ser linguístíco, mas apenas de expressão da ideia. Tanto “toda segunda-feira” está (linguisticamente) correto, se se pretendeu dizer simplesmente, sem ênfase, que na segunda-feira se publicam os melhores cliques, como o está “todas as segundas-feiras”, se a intenção foi informar, com realce, que é na segunda-feira, que os mencionados clipes são publicados.
Fiquei na dúvida, e em razão disso a lanço, para esclarecer-me.
Obrigado pelas lições.
Olá, Caio! A partir de sua dúvida, compreendi melhor o que Dad escreveu; então, por isso, agradeço aos dois!! Existe, sim, uma diferença em falar “toda segunda-feira” e “Todas as segundas-feiras”. Na primeira expressão não nos é garantido que os ‘cliques’ sejam publicados em todas as segundas, sem exceção (ou seja, a expressão pode suscitar a dúvida de que haja a possibilidade de que os ‘cliques’ possam ser publicados numa segunda-feira e numa outra segunda, não; somos simplesmente informados de que são publicados às segundas e não em outros dias da semana). Já, na segunda expressão, somos informados de que, invariavelmente, em todas as segundas-feiras os cliques são publicados. Será que consegui escrever com clareza o pensamento que quis transmitir?! Espero que sim! 🙂
Elizabeth, se se informa que a publicação sai “TODA segunda”, não sai apenas em algumas segundas; sai em todas (toda segunda = todas as segundas).
Na realidade, não há erro ao dizer “toda segunda-feira” querendo referir-se a “todas as segundas-feiras”. “Todo” é igual a “todos os”. Assim: “toda criança deve ser vacinada” é a mesma coisa que “todas as crianças devem ser vacinadas”; “toda pessoa tem direito a uma nacionalidade” é o mesmo que “todas as pessoas têm direito a uma nacionalidade”; “toda segunda-feira almoço com meu chefe” é o mesmo que “todas as segundas-feiras almoço com meu chefe”. A forma singular é mais coloquial.
Estranho que já mandei meu comentário duas vezes e ele não é publicado. Por que será? Será porque discordei da professora? Recuso-me a acreditar…
Parece que agora vai… O que escrevi antes e que não apareceu aqui foi: “Todo” é o mesmo que “todos os” (e a forma feminina, claro). Assim, “toda criança deve ser vacinada” é o mesmo que “todas as crianças devem ser vacinadas”; “todo homem é mortal” é o mesmo que “todos os homens são mortais”; “todo domingo eu leio aquela revista” é o mesmo que “todos os domingos eu leio aquela revista”. Usar “todo” ou “todos os” é questão de preferência, sendo o primeiro (singular) menos formal.
ALGUÉM SABE DIZER POR QUE MEUS COMENTÁRIOS NÃO APARECEM AQUI?
Vou escrever pela quarta vez… espero que agora fique aqui… Eu escrevi antes que: “todo” e “todos os” (e suas variantes femininas) se equivalem. Assim, tanto faz dizer “levanto-me cedo todo dia” como “levanto-me cedo todos os dias”; “toda criança deve ser vacinada” como dizer “todas as crianças devem ser vacinadas”; “todo homem é mortal” ou “todos os homens são mortais”; “todo domingo eu leio uma revista” ou “todos os domingos eu leio uma revista”. A pequena diferença está no nível de coloquialidade; “todo” é menos formal que “todos os”.
Olá, João! Achei excelente sua explicação; e concordo com ela. Gostaria apenas de me aprofundar um pouquinho mais sobre a questão da coloquialidade. Podemos dizer que a formalidade da expressão no plural expressa um grau de compromissamento maior? E, neste caso, não que a coloquialidade não cumpra o que se propôs a fazerdizer; mas, para quem recebe a informação, não soa com maior credibilidade (no sentido de que o proposto irá se cumprir?), pois, a expressão não gera a menor dúvida sobre isso? Se existe uma expressão mais adequada, dependendo do caso, por que não aprender a utilizá-la?
Elizabeth, usar uma ou outra não tem a ver com comprometimento em relação à verdade; tem a ver, sim, com a coloquialidade. Quanto mais coloquial o texto, mais propenso seu autor a usar o singular; quanto mais formal, mais propenso a usar o plural (do caso que estamos comentando).
Muito obrigada, João, por esclarecer que a diferença no uso das expressões linguísticas está no nível de coloquialidade delas: “todo” é menos formal que “todos os”. Um abraço. 🙂