Após ameaça ao cumprimento dos acordos ter sido colocada na última quarta-feira (6) o Sindicato Nacional dos Técnicos do Banco Central (SinTBacen) convoca sua base para paralisação nacional
Os técnicos do Banco Central, cargo que juntamente com o cargo de analista compõe a carreira de especialista do Banco Central, paralisam suas atividades diante da ameaça real de verem mais uma vez o acordo que trata da modernização da carreira em risco. Após 10 anos de negociações, acordos e estudos, a pauta venceu seus obstáculos e chegou às casas legislativas, mas corre o risco de ser travada por questões já superadas depois de anos de discussão no âmbito da autarquia e do governo federal, informou o sindicato.
Após trâmite favorável na Câmara dos Deputados, o caminho no Senado Federal se tornou mais complexo. Na última quarta-feira (6) o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 36/2016, que trazia em seu texto, além do reajuste da categoria, a modificação do critério de acesso ao cargo de técnico de nível médio para nível superior foi alvo de requerimento de destaque que retirou da votação artigos importantes do texto. O PLC 36 foi aprovado, porém com o destaque da modernização da carreira, vale ressaltar que a modernização não traz nenhum impacto financeiro.
Os servidores cobram que o governo garanta que o projeto seja aprovado na íntegra, dando o rumo justo a uma luta que já dura mais de uma década. O aumento da complexidade das funções ao longo dos anos, decorrente da ampliação dos desafios impostos à organização, é o principal motivador do pleito pela mudança no critério de acesso ao cargo. Vale ressaltar que outros acordos foram firmados, mas não foram cumpridos, inclusive durante a gestão do agora ministro da Fazenda Henrique Meirelles.


2 thoughts on “Greve no Banco Central”
Já ganham muito bem e ainda vem com essa…!!! Galgar do Nível Médio para Nível Superior isso seria pura malandragem….!!! Quer ser Nível Superior participe de Concurso Público quando houver, o resto é arranjo pra malandros, isso sim….!!!!!
As razões para o veto são meramente políticas. Não acredita? Então pesquise sobre a decisão do Supremo
Tribunal Federal exarada em 5.2.2014, ocasião em que aquela Corte confirmou na ADI 4303 que o reconhecimento do nível superior de escolaridade de um cargo público é CONSTITUCIONAL.
O próprio Banco Central emitiu duas Notas Técnicas (uma em 2006 e outra em 2008) detalhando os motivos pelos quais o cargo de Técnico do Banco Central deve ser reconhecido como de nível superior. Veja um trecho da Nota Técnica Depes/Gabin-002/2006: “Trata-se, portanto, de trazer para o texto da lei o que já se encontra na realidade resultante do enriquecimento do trabalho do técnico, que leva ao melhor aproveitamento do capital intelectual disponível e libera o Analista do Banco Central para o atendimento das necessidades estratégicas da Instituição.”